Fonte: Mulher.UOL
Dedicar-se a uma atividade capaz de desviar a atenção das preocupações e rechear o dia a dia com mais prazer e leveza deveria ser considerada uma tarefa tão importante quanto trabalhar e dormir. Ter um hobby é contar com uma válvula de escape para aliviar as tensões e, com isso, melhorar o humor e aumentar a disposição. Quem coloca o item "fazer o que gosta" na lista de prioridades, e abre espaço na agenda para um passatempo, qualquer que seja ele, escolhe ser mais feliz.
"O hobby beneficia o ser humano de forma integral. Já sabemos que tudo o que provoca satisfação gera uma reação positiva no organismo, tanto na esfera física quanto psicológica", afirma Ricardo Monezi, pesquisador do setor de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo. A pausa para desfrutar momentos de prazer ajuda a afastar o estresse que, a longo prazo, afeta a memória e a concentração. "Pessoas que já estão apresentando esses problemas poderão se surpreender com a melhora ao praticarem algo de que verdadeiramente gostam", complementa ele.
Não bastassem esses benefícios, o hobby é também uma maneira de fazer e cultivar amizades, mesmo quando envolve uma atividade individual, como pintar, bordar ou escrever. "A atividade acaba funcionando como um estímulo para a pessoa expandir a rede de contatos dela, ainda que seja buscando referências de outras pessoas em grupos de mesma ocupação e comunidades virtuais", argumenta a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da filial brasileira da International Stress Management Association.
Vale por um tratamento
Alguns passatempos específicos podem até trazer vantagens extras. "A ciência já investiga, por exemplo, se fazer palavras cruzadas ou sudoku tem impacto positivo na mente, retardando o envelhecimento e prevenindo doenças relacionadas à senilidade", relata Monezi.
Quando o hobby em questão envolve uma prática esportiva, o coração é o principal vencedor. "Qualquer atividade física, recreativa ou competitiva, libera uma descarga de adrenalina e acelera o coração. A partir daí, o corpo começa a desenvolver mecanismos de ajustes cardiovasculares e o resultado direto é o ganho de condicionamento físico e de fôlego para se exercitar", enumera o cardiologista Antonio Sergio Tebexreni, da Universidade Federal de São Paulo.
Em ambos os casos, no entanto, é preciso que o hobby faça parte da rotina e seja praticado com frequência. Portanto, caso ainda não tenha um, é preciso começar já!
A busca pelo seu prazer
Se você já está se perguntando qual seria o hobby ideal, saiba que há muitas opções e quase nenhuma regra. "A principal característica deste tipo de passatempo é não envolver nenhum tipo de obrigação, ou seja, não pode haver um compromisso envolvido. O retorno tem que ser apenas a satisfação pessoal", explica Ana Maria.
Dessa forma, ir à academia para perder peso não pode ser considerado um hobby, já que há uma expectativa de retorno além do bem-estar momentâneo. Produzir artesanato para depois vender e aumentar a renda em casa também não. "Pode até ser um trabalho prazeroso, uma segunda profissão, mas não é hobby", esclarece a psicóloga.
O mais importante é escolher atividades que fazem bem e tornam a vida mais divertida. Tirar fotos, pintar, surfar, nadar, dançar, costurar, jogar cartas, ler, cozinhar, tocar um instrumento musical e até andar de bicicleta, entre infinitas opções. "Na dúvida, não tenha medo nem vergonha de experimentar várias atividades diferentes, até encontrar aquela que lhe dá mais prazer. Considere que o ser humano é instável, muda frequentemente os seus gostos e, nesse caso, a mudança nunca será prejudicial", finaliza Monezi.
Eu já tenho meu hobby... E vocês?
Beijinhos!
Travestis e transexuais terão o nome social impresso
no Cartão Nacional de Saúde, no lugar do nome de batismo. A ação, promovida pelo
Ministério da Saúde (MS), tem o objetivo de reduzir o estigma, o preconceito, a
violência e a discriminação social, por meio do acesso à saúde de forma
humanizada. O anúncio foi feito na manhã de segunda-feira (28/1), pelo
MS. Para a conselheira do Conselho
Federal de Psicologia (CFP), Ermínia Ciliberti, a iniciativa do ministério, além
de atender uma reivindicação do movimento que o CFP apoia, contribuindo para
promover o respeito à diversidade e contribui para diminuir o preconceito e a
discriminação. A ação combate a violência transfóbica e reconhece a saúde como
um espaço de cidadania. Os serviços de
saúde também irão contar, a partir de agora, com um cartaz estimulando um
atendimento acolhedor às travestis e transexuais. A campanha é ilustrada pela
representante social das travestis e transexuais do Conselho Nacional de Saúde
(CNS), Fernanda Benvenutty.
Aqueles que se sentirem ofendidos pelos
atendimentos prestados por funcionários na rede de saúde podem ligar para o
Disque Direitos Humanos, disque 100, e fazer uma
denúncia.






























